Um mar
Não um mar de poesias.
Mas um mar de lagrimas
De sentimentos loucos
De espera em vão
De saudade, de devoção!
Um mar
Não um mar de poesias.
Mas um mar de tristeza
De caminhos incertos
De belezas rotas
E feridas abertas!
Um mar
Não um mar de poesias.
Mas um mar de espera infinda
De soluços sufocados
Pela certeza da distância
Que os longos anos nos trouxe!
Queria eu
Declamar o mar,
A poesia que nele existe.
Declamar a felicidade e a alegria
O amor presente,
No lindo sorriso da mulher amada!
Queria eu
Declamar o mar
O explendoroso sol poente
Nas quentes tardes de verão!
E, embalado pelo som das águas,
Sentir a brisa fresca que ele trás!
Queria eu
Declamar a pintura que se forma no céu
E os raios dourados refletidos n’água
E entre essa majestosa pintura
Visualizar a amada surgindo ao longe
De braços abertos para mim!
Queria eu
Declamar a sua presença
E sentir suas mãos me envolver o pescoço
E calmamente pousar a cabeça em seu peito
Para sentir o pulsar de seu sangue fervente
Ritmado por seu coração acelerado!
Queria eu
Declamar você
Mas não posso, e sabe por quê?
Estamos em outro tempo e nosso tempo passou
Passou como tudo passa na vida
E o tempo não volta!
Um tempo...
Um passado
Um passo mal dado
Milhões de arrependimentos!
Elo interrompido
Muita tristeza e...
Muita saudade!!!