
Passei longos anos de minha vida recordando,
sonhando e muitas vezes chorando.
O que passou, não foi esquecido.
Procurei por este amor a maior parte da vida,
mesmo sem esperança de um dia encontra-lo.
Esse amor já não me pertencia!
Mesmo assim, lá no fundo, uma vaga esperança!
Um toco de vela acesa, quase se apagando, que,
timidamente ainda brilhava.
Aprendi que enquanto existir vida,
existe a esperança e esta é a última a morrer.
A esperança não morreu porque ainda vivo, mas,
às vezes é como se tivesse morrido!
Me vejo desolado, inquieto.
Sinto meu mundo pequeno.
Não caibo dentro dele.
Vontade de gritar!
Correr e vagar sem destino!
Sem destino! Não!
Existe um destino sim, mas,
cada vez sinto que fica mais distante...
Eu, um eterno sonhador,
descobre de repente, que só eu amo!
e que esse amor é somente imitado.
Quem sabe, pra me consolar, retribuí com palavras doces,
quase sempre reticentes.
Será pecado este meu amor?
O amor verdadeiro não deveria ser condenado.
Sinto que este é.
E assim, vou vivendo.
Te amando e te querendo até que um dia,
alguma coisa aconteça e,
este aperto do peito saia para sempre ou,
então, que a esperança acabe...


