quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Eu te amo



Passei longos anos de minha vida recordando,
sonhando e muitas vezes chorando.
O que passou, não foi esquecido.
Procurei por este amor a maior parte da vida,
mesmo sem esperança de um dia encontra-lo.
Esse amor já não me pertencia!
Mesmo assim, lá no fundo, uma vaga esperança!
Um toco de vela acesa, quase se apagando, que,
timidamente ainda brilhava.
Aprendi que enquanto existir vida,
existe a esperança e esta é a última a morrer.
A esperança não morreu porque ainda vivo, mas,
às vezes é como se tivesse morrido!
Me vejo desolado, inquieto.
Sinto meu mundo pequeno.
Não caibo dentro dele.
Vontade de gritar!
Correr e vagar sem destino!
Sem destino! Não!
Existe um destino sim, mas,
cada vez sinto que fica mais distante...
Eu, um eterno sonhador,
descobre de repente, que só eu amo!
e que esse amor é somente imitado.
Quem sabe, pra me consolar, retribuí com palavras doces,
quase sempre reticentes.
Será pecado este meu amor?
O amor verdadeiro não deveria ser condenado.
Sinto que este é.
E assim, vou vivendo.
Te amando e te querendo até que um dia,
alguma coisa aconteça e,
este aperto do peito saia para sempre ou,
então, que a esperança acabe...

terça-feira, 17 de agosto de 2010

A Serra do Mar de floresta ainda exuberante.


Essas montanhas que conheço tanto, no seu íntimo, suas trilhas, rios e cachoeiras.
Essas montanhas, de florestas, que por vários séculos foram pilhadas de suas riquezas materiais e suportou ainda a poluição vinda das indústrias de Cubatão, hoje um pouco mais amenas. Que suporta ainda hoje, a mão devastadora do homem que insiste em agredi-la com seus machados e foices afiadas, deixando cicatrizes incuráveis.
Essas montanhas que todo dia recebe em sua base, invasores que degradam, e, com sua ganância, vai subindo suas encostas deixando-a nua.
Por longos anos, caminhei dentro dela, defendendo-a dos agressores, a tratei como alguém que a gente ama muito.
Por ela dei meu suor, minha devoção e muitas vezes minha dor.
Quando dela eu saia, não via a hora de retornar, porém, o destino quis que eu seguisse outros caminhos na vida e tive que deixá-la.
A Serra do Mar, essa majestosa senhoras de milhares de anos, guarda em seu interior as mais belas aves e animais que, incessantemente são perseguidos, capturados ou mortos para satisfazer a sanha bestial do homem.
Essa Serra que guarda em seu seio, o líquido mais precioso para a vida, a água, que como veias brotam de seu interior e vai percorrendo seu corpo em direção ao mar e, em seus cursos, o homem, sempre o homem, a maltrata, jogando seus dejetos e lixos domésticos, poluindo e matando sua fauna.
Apesar disso tudo, a Serra do Mar, forte como é, está bela, sorridente, e de braços abertos, para acolher todo ano, a Primavera.

Pequeno Poema de Amor.


Amor!
Não me digas adeus!
Pense em um dia, onde tudo era sem sentido,
Até os olhares se cruzarem e sentir aquele calor.
O sangue pulsando mais forte e enrubescendo a face!
E que, a partir daquele momento, tudo fazia sentido!
O Sorriso já não era forçado.
A alegria! Esta já não era fingida!

Saiba!
Quando um amor nos diz adeus,
Morremos um pouco, todos os dias,
Pelo resto da vida!
Assim, venho pedir e lhe implorar!
Seja a jóia desse presente!
E não a pedra fria!
Que te impedirá de amar!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Súplicas


Lancei ao vento a promessa,
De um dia te esquecer!
O vento passou depressa,
Tão depressa que a promessa ficou...
Entalada na garganta.

Pedi ao sol para secar,
Os meus olhos marejados!
Ele se escondeu entre nuvens e,
A chuva caiu,
Se misturando com as lágrimas!

Supliquei ao mundo,
Para que a morte viesse!
As súplicas se perderam ao vento,
E eu, continuo vivo,
Te lembrando e sofrendo!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Quem é Você.


Quem é VOCÊ?
Que bem devagarinho,
Caminhando de mansinho,
Construiu o seu ninho
Dentro do meu peito!
E sem permissão,
Invade meu coração,
Trazendo a solidão
E também o despeito!

Quem é VOCÊ?
Que como uma estranha!
E com sua sanha,
Me invade as entranhas
Me impedindo de amar!
E com seu aconchego,
Me enche de medo,
Descobre o segredo
Que tento guardar!

Quem é VOCÊ?
Que com seu jeitinho!
Me tira o carinho!
Fecha o caminho,
Confundindo meu ser!
Com sua esperteza,
E até malvadeza,
Me trás a incerteza,
Do meu bom viver!
QUEM É VOCÊ!