sexta-feira, 17 de agosto de 2018

terça-feira, 21 de março de 2017

O destino de cada um

Nosso destino é como uma estrada
Com retas longas, subidas e descidas
Umas suaves e outras pesadas
Com curvas abertas e curvas fechadas!
Em todas subidas suaves e curvas abertas
Atravessamos tranquilamente,
Até com altivez!
Conforme percorremos a longa estrada,
Vamos ficando cansados...
Nas subidas ingrimes e curvas fechadas
Já seguimos com receio, medo e as vezes pavor
Percorremos uma grande jornada nessa estrada
Chegamos àquela grande descida então,
Corremos como corre os anos na nossa velhice
Não tem como frear
A descida aumenta
E junto, também a velocidade
Lá no final tudo se acaba.
Como a estrada que chega ao fim
Nosso destino também chega
Fica então as lembranças
Para quem ainda não chegou ao final da estrada
Já não somos mais presente nem futuro
Somos somente passado

   primeiroamigo

 

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Sonhar o Passado.

Tenho comigo que o passado é pra ser lembrado.
Mesmo os momentos de dor e tristeza
Alguns dizem que recordá-los é sofrer duas vezes
Que devemos seguir em frente!
Eu sei! Como sei!
Diz isso aos meus sonhos!

domingo, 4 de agosto de 2013

Sobressalto

Eu te vejo!
Então, te abraço,
Com todo desvelo!
Acordo sobressaltado!
Ah! Foi sonho?
Ou foi pesadelo?

primeiroamigo

terça-feira, 22 de maio de 2012

Máquinas Humanas

Somos máquinas.
Máquinas humanas
Que vivemos perambulando no meio da multidão!
Cabisbaixos, tristes!
Pensamentos perdidos 
Num mundo de preocupação e desesperança,
Procurando soluções, as vezes insolucionáveis.
Martirizando nossos corpos de homens...
E de animais racionais.
Vivemos por aí,
Nas grandes avenidas das grandes cidades.
Passando uns pelos outros sem nos notar.
Andamos como robôs, controlados,
Ligados a um computador!
De cabeça baixa, 
Cheia de problemas e à beira do stres total.
Não percebemos  que a qualquer momento...
Num pane geral, caímos ao chão,
Nos desligando afinal!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Eu


Sou um rei sem o seu trono
Um súdito que ficou no abandono!
Sou folhas caídas no outono
De um triste jardim que perdeu o seu dono!

Sou o que sou
Não sou o que você queria!
Vivo nas noites, na boemia
Mas morro quando me recolho, todos os dias!

Vivo cada momento
Como o último que tenho!
O tempo que passou é meu
O minuto seguinte não, só pertence a Deus!


domingo, 4 de dezembro de 2011

Escritos de Saudade




Um mar
Não um mar de poesias.
Mas um mar de lagrimas
De sentimentos loucos
De espera em vão
De saudade, de devoção!

Um mar
Não um mar de poesias.
Mas um mar de tristeza
De caminhos incertos
De belezas rotas
E feridas abertas!

Um mar
Não um mar de poesias.
Mas um mar de espera infinda
De soluços sufocados
Pela certeza da distância
Que os longos anos nos trouxe!

Queria eu
Declamar o mar,
A poesia que nele existe.
Declamar a felicidade e a alegria
O amor presente,
No lindo sorriso da mulher amada!

Queria eu
Declamar o mar
O explendoroso sol poente
Nas quentes tardes de verão!
E, embalado pelo som das águas,
Sentir a brisa fresca que ele trás!

Queria eu
Declamar a pintura que se forma no céu
E os raios dourados refletidos n’água
E entre essa majestosa pintura
Visualizar a amada surgindo ao longe
De braços abertos para mim!

Queria eu
Declamar a sua presença
E sentir suas mãos me envolver o pescoço
E calmamente pousar  a cabeça em seu peito
Para sentir o pulsar de seu sangue fervente
Ritmado por seu coração acelerado!

Queria eu
Declamar você
Mas não posso, e sabe por quê?
Estamos em outro tempo e nosso tempo passou
Passou como tudo passa na vida
E o tempo não volta!

Um tempo...
Um passado
Um passo mal dado
Milhões de arrependimentos!
Elo interrompido
Muita tristeza e...
Muita saudade!!!

 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

A Flor do Maracujá



   Pelas rosas, pelos lírios,
   Pelas abelhas, sinhá,
   Pelas notas mais chorosas
   Do canto do Sabiá,
   Pelo cálice de angústias
   Da flor do maracujá !

   Pelo jasmim, pelo goivo,
   Pelo agreste manacá,
   Pelas gotas de sereno
   Nas folhas do gravatá,
   Pela coroa de espinhos
   Da flor do maracujá.

   Pelas tranças da mãe-d'água
   Que junto da fonte está,
   Pelos colibris que brincam
   Nas alvas plumas do ubá,
   Pelos cravos desenhados
   Na flor do maracujá.

   Pelas azuis borboletas
   Que descem do Panamá,
   Pelos tesouros ocultos
   Nas minas do Sincorá,
   Pelas chagas roxeadas
   Da flor do maracujá !

  Pelo mar, pelo deserto,
  Pelas montanhas, sinhá !
  Pelas florestas imensas
 Que falam de Jeová !
 Pela lança ensangüentado
 Da flor do maracujá !

  Por tudo que o céu revela !
  Por tudo que a terra dá
  Eu te juro que minh'alma
  De tua alma escrava está !!..
  Guarda contigo este emblema
  Da flor do maracujá !

   Não se enojem teus ouvidos
   De tantas rimas em - a -
   Mas ouve meus juramentos,
   Meus cantos ouve, sinhá! 
   Te peço pelos mistérios
    Da flor do maracujá!
              
            Fagundes Varela

terça-feira, 28 de junho de 2011

Navegante


Fechos os olhos e vejo
Bem profundo em minha mente,
A felicidade passar! Desplicente,
sem me notar!

Procuro no infinito
Um pouco de carinho, sem falsidade
Mas só encontro no caminho,
a tristeza...a saudade!

Vago em meus pensamentos
Por caminhos tortuosos e canso!
Estafado paro e meus lamentos
são os prantos!

Me vejo num oceano
Vagando na imensidão!
Uma brisa sopra e calmamente me leva
nas ondas da solidão!

Assim vou navegando
Sem rumo, por meu interior,
Esperando encontrar novamente
a essência do amor!

Amor fingido


Sabia eu como te querer!
E como te quis!
Quis tanto que me esqueci
de perguntar se me queria!
Adorei teu cabelo, teu cheiro!
Teu corpo de veludo e tudo mais.
Adorei teu sorriso e não desconfiei
o quão era fingido!
Idolatrei seu andar,
suas mãos delicadas!
E eu cego de amor, jamais percebi
o punhal que carregavas!
E que, entre um sorriso e um carinho,
pelas costas me apunhalava!
E com que ânsia matavas esse amor!



sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Tempo


Um dia você me disse e, seu desabafo entendi assim:
Não tenho tempo,
De pensar em um tempo,
De achar um tempo
Para te dar atenção!

Vivo correndo!
Me batendo o dia todo e não dá!
O dia é tão curto!
Que sempre fica algo para amanhã!

A família!
Como ficar com a familia!
Se não fico nem comigo!
Estar com a família!
Se nem comigo estou!!


Vivo para o trabalho!
Me alimento e durmo trabalho!
Durmo!!! Não!
Pois dormindo, estou no trabalho!
Sonhos que são mais pesadelos!


Preciso urgente!
Achar um tempo!
De ter um pouco de tempo,
Para viver!

Preciso parar! Sentar!
Enfiar a cabeça entre as mãos e pensar:
O que estou fazendo comigo!
Com os meus que me cercam e me amam!
Meus amigos que se afastam!
Coitado, de mim!
Estou envelhecendo,
Sem ver a vida bela,
Que devo ter se tiver um pouco de tempo,
Para repartir sorrisos, um papo furado ou,
mesmo um olhar silencioso para quem me admira!
O tempo não para!
Não repõe os dias, meses e anos perdidos!
O tempo só avança...
O tempo!
Esse tempo que ocupa todo o tempo que não tenho...





sábado, 1 de janeiro de 2011

Ano Novo

Virei o ano triste e só!
Nem as estrelas ou a lua vieram me fazer companhia!
Mesmo assim contemplei o céu chuvoso e escuro!
Em busca de uma estrela somente!
Não queria abraçar o mundo!
Nem que o mundo me abraçasse!
Eu, só queria ser o primeiro a receber um abraço,
De quem, neste momento está ausente!!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Passeio

Rodovia Padre Manoel da Nóbrega (SP55), caminho obrigatório para o Litoral Sul de São Paulo.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Solidão



A tarde, mansamente vem chegando
Junto a ela, a melancolia!
Sei que em breve vem a noite
Assim que morrer o dia!

O sol que antes brilhava
Sobre as águas, matas e serras!
Tristonho vai caindo
No horizonte infinito da terra!

Contemplando o infinito vermelho
Os raios dourados refletido no mar!
Angústia aperta o peito
E as lágrimas caem do meu olhar!

Mais um dia que se passou
Dos muitos que já passaram
Mas, as lembranças e a saudade
Teimosas e ferinas ficaram!

O dia se foi com o sol
Nem raios dourados há mais!
A escuridão cai sobre a terra
Sufocando meus lamentos e ais!

Ao longe no imenso mar, tímidos aparecem
Raios prateados que encobrem a noite nua!
Aos poucos surge a amante dos poetas
Esplendorosa e majestosa Lua!

Quem sabe se com ela
Agora em minha companhia!
O aperto no peito e a saudade
Aliviam até o raiar do novo dia!


sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Para você refletir.

Deve haver esperança em teu olhar!
E as dores que agora sentes,
Com certeza irão passar!
E sei que no lugar das lágrimas
Sorriso infindo dará!

A perda que acha que teve!
Acredite, não está perdida.
Está somente distante.
E embora adormecida
Ainda lhe pulsa a vida!

Se a saudade apertar, saia da rotina.
Caminhe com os pés no chão!
Deixe o vento amigo roçar seu rosto
Se sentir vontade de chorar, chore!
As lágrimas irão lavar a tristeza do seu coração!

Muitas noites e muitos dias ainda virão!
Anos também irão passar.
A saudade, até pode lhe atormentar!
Mas não se desespere
O sol do seu destino, com certeza ainda vai brilhar!

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Flores sem perfume


Um belo dia em minha vida,
Acordei de um jeito diferente!
Uma criança, sem nada entender
Mas senti em meu peito nascer,
O amor, forte e ardente!

Vivi cada momento,
No anonimato profundo!
Pois eu não tinha coragem!
De revelar a você,
O segredo do meu mundo!

Vivi num céu de estrelas!
E você, como a lua, brilhando no firmamento!
Regando com seus raios um coração esperançoso,
Que ardia de amor,
Somente em meus pensamentos!

Não soube de minhas ilusões!
Do meu mundo fechado!
Onde, só eu ouvia!
Batidas fortes e doídas,
Do meu coração apaixonado!

Quando sorria para mim!
O mundo também sorria!
Mas quando me era indiferente,
Alheia aos meus olhares
Meu mundo, que tinha vida, morria!

Levei-te, um buque de flores!
E a coragem da declaração!
Mas, recebeste tão fria!
Que minha coragem de antes,
Como folhas no outono, veio ao chão!

Você se foi para sempre.
Ficou meu planto, meu queixume!
Flores! Jamais ofertarei!
Para mim ficaram indiferentes
Já não sinto mais o seu perfume

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Amigo



Não me chame de amigo,
Quando na verdade você quer,
É que eu seja seu homem!
E você minha mulher!

Na frente do amigo,
Você sorri e até se alegra.
Mas na frente do amado,
Você amolece, se entrega!

Um amigo não lhe faz
Tirar os pés do chão,
Mas se é o amado!
Você flutua de amor e paixão!

Se o amigo vai embora
Você chora e entristece,
Mas se é o amado que parte.
Ah! Você se desespera, quase enlouquece!

Então, não me chame de amigo.
Me chame de amor, de paixão!
Me chame de querido!
De sua vida, de coração!

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Eu te amo



Passei longos anos de minha vida recordando,
sonhando e muitas vezes chorando.
O que passou, não foi esquecido.
Procurei por este amor a maior parte da vida,
mesmo sem esperança de um dia encontra-lo.
Esse amor já não me pertencia!
Mesmo assim, lá no fundo, uma vaga esperança!
Um toco de vela acesa, quase se apagando, que,
timidamente ainda brilhava.
Aprendi que enquanto existir vida,
existe a esperança e esta é a última a morrer.
A esperança não morreu porque ainda vivo, mas,
às vezes é como se tivesse morrido!
Me vejo desolado, inquieto.
Sinto meu mundo pequeno.
Não caibo dentro dele.
Vontade de gritar!
Correr e vagar sem destino!
Sem destino! Não!
Existe um destino sim, mas,
cada vez sinto que fica mais distante...
Eu, um eterno sonhador,
descobre de repente, que só eu amo!
e que esse amor é somente imitado.
Quem sabe, pra me consolar, retribuí com palavras doces,
quase sempre reticentes.
Será pecado este meu amor?
O amor verdadeiro não deveria ser condenado.
Sinto que este é.
E assim, vou vivendo.
Te amando e te querendo até que um dia,
alguma coisa aconteça e,
este aperto do peito saia para sempre ou,
então, que a esperança acabe...

terça-feira, 17 de agosto de 2010

A Serra do Mar de floresta ainda exuberante.


Essas montanhas que conheço tanto, no seu íntimo, suas trilhas, rios e cachoeiras.
Essas montanhas, de florestas, que por vários séculos foram pilhadas de suas riquezas materiais e suportou ainda a poluição vinda das indústrias de Cubatão, hoje um pouco mais amenas. Que suporta ainda hoje, a mão devastadora do homem que insiste em agredi-la com seus machados e foices afiadas, deixando cicatrizes incuráveis.
Essas montanhas que todo dia recebe em sua base, invasores que degradam, e, com sua ganância, vai subindo suas encostas deixando-a nua.
Por longos anos, caminhei dentro dela, defendendo-a dos agressores, a tratei como alguém que a gente ama muito.
Por ela dei meu suor, minha devoção e muitas vezes minha dor.
Quando dela eu saia, não via a hora de retornar, porém, o destino quis que eu seguisse outros caminhos na vida e tive que deixá-la.
A Serra do Mar, essa majestosa senhoras de milhares de anos, guarda em seu interior as mais belas aves e animais que, incessantemente são perseguidos, capturados ou mortos para satisfazer a sanha bestial do homem.
Essa Serra que guarda em seu seio, o líquido mais precioso para a vida, a água, que como veias brotam de seu interior e vai percorrendo seu corpo em direção ao mar e, em seus cursos, o homem, sempre o homem, a maltrata, jogando seus dejetos e lixos domésticos, poluindo e matando sua fauna.
Apesar disso tudo, a Serra do Mar, forte como é, está bela, sorridente, e de braços abertos, para acolher todo ano, a Primavera.

Pequeno Poema de Amor.


Amor!
Não me digas adeus!
Pense em um dia, onde tudo era sem sentido,
Até os olhares se cruzarem e sentir aquele calor.
O sangue pulsando mais forte e enrubescendo a face!
E que, a partir daquele momento, tudo fazia sentido!
O Sorriso já não era forçado.
A alegria! Esta já não era fingida!

Saiba!
Quando um amor nos diz adeus,
Morremos um pouco, todos os dias,
Pelo resto da vida!
Assim, venho pedir e lhe implorar!
Seja a jóia desse presente!
E não a pedra fria!
Que te impedirá de amar!